PRAGAS

PRAGAS

Quem são as Pragas?

Livre de Pragas!

 

As pragas que controlamos são insetos, aracnídeos, roedores e aves.

Estes animais passaram a ser chamados de “pragas” depois que invadimos suas moradias na natureza e eles revidaram, invadindo nossos lares e locais de estudo, lazer e trabalho. Bem no estilo Bíblico do Antigo Testamento: “Dente por dente, olho por olho!”

Não somos inimigos de seres vivos.

Somos inimigos das doenças e de vários outros males que estes “bichos” causam.

Por isso, somos como você: queremos que as pragas fiquem longe!

Para isso, temos eficazes tratamentos para manter o seu ambiente Livre de Pragas!

 

Respaldados por ciências como biologia, engenharia agronômica, comunicação e medicina veterinária, executamos serviços que promovem a saúde dos nossos clientes. Informação, tecnologia e organização formam o tripé que une a nossa empresa ao seu lar, à sua escola e aos seus negócios.

 

Os seres que chamamos de “pragas” não nos perseguem. Simplesmente buscam um ambiente que forneça abrigo, alimento e oportunidade de reprodução.

E este é o perigo!

 

Nós, seres humanos, continuamos destruindo o habitat dos animais, interferindo em sua cadeia alimentar, que é composta por produtores, consumidores e decompositores. No meio ambiente, os seres vivos interagem entre si, transferindo matéria e energia por meio de nutrição.

 

Como invadimos as áreas originalmente habitadas pelos animais, acabamos pagando um preço alto. Desmatando florestas, capoeiras, bosques,  manguezais e restingas, alteramos a vida de milhares de espécies nativas de flora e fauna. Formigas, mosquitos, moscas, baratas, ratos, camundongos, cupins, marimbondos, lacraias, escorpiões, aranhas, percevejos, carrapatos, pulgas e pombos são alguns dos insetos, aracnídeos, roedores e aves que cobram o que lhes pertence.

As pragas também são chamadas de animais sinantrópicos. Procurando sobreviver, invadem casas, apartamentos, jardins, escolas, escritórios, supermercados, galpões, hospitais, shopping centers, garagens, carros, ônibus, trens, navios e até aviões.

 

Aproximam-se do homem devido à disponibilidade de alimento e abrigo, servindo-se de frestas em paredes e forros de telhado, ou mesmo objetos empilhados em quintais, oficinas e depósitos para se alojar. A principal diferença entre os animais sinantrópicos e os animais domésticos (gatos, cães, galinhas, vacas, etc.) é que os domésticos são criados em benefício do homem, servindo como companhia e para produzir alimentos, por exemplo. Já os sinantrópicos são geralmente indesejáveis, por poderem transmitir doenças, causar alergias, inutilizar ou destruir alimentos, além de sujar instalações residenciais, comerciais e industriais. Algumas pragas causam até morte!

Entre elas estão ratos, pombos, baratas, formigas, aranhas, mosquitos e escorpiões.

Neste cenário é que atuamos.

Afinal, o nosso trabalho é manter você Livre de Pragas!

 

 

“Mas o que é uma Praga?”

São considerados “pragas” os seguintes animais:

  • Insetos (formigas, mosquitos, pernilongos, moscas, baratas, cupins, marimbondos, percevejos e pulgas, por exemplo);
  • Aracnídeos (lacraias, escorpiões, aranhas e ácaros/carrapatos, por exemplo);
  • Roedores (ratos de bueiro/ratazanas, ratos de telhado e camundongos, por exemplo);
  • Aves (estorninhos, gaivotas e pombos, por exemplo).

 

Estes animais não são naturalmente inimigos (“pragas”), desde que não convivam conosco em casa, na escola, no trabalho e nos outros ambientes que frequentamos. Quando alojam-se em nosso meio, podem causar graves doenças, dores, traumas, sequelas e óbito.

Por isso, tomamos conta da sua segurança!

 

A Livre de Pragas é ambientalmente correta.

Utilizamos produtos químicos, armadilhas, lâmpadas, telas, equipamentos e máquinas certificados pelas autoridades sanitárias brasileiras. Quando ficam vazios, os recipientes e vasilhames que transportam os produtos são devidamente recolhidos, descartados em área específica ou devolvidos aos fabricantes para reciclagem. 

 

“Filosofando com as Pragas”

Respeitamos todos os tipos de vida que DEUS Criou.

O nosso trabalho baseia-se num conceito simples. Aliás, numa pergunta: o que é mais importante? A água ou o óleo?

Para obtermos a resposta, seguimos esta sequência:

1) Primeiro passo: colocamos água e óleo na mesma proporção num frasco de vidro transparente;

 

2) Segundo passo: tampamos o frasco e, durante dez segundos,  sacudimos bem;

 

3) Terceiro passo: observamos a homogeneidade do líquido formado, cheio de centenas de bolhinhas de ar;

 

4) Quarto passo: após alguns minutos de aparente unidade, constatamos que a água e o óleo vão, lentamente, separando-se. Sem conflito. Isso acontece por que os dois elementos têm naturezas distintas entre si. Em alguns momentos, usamos somente a água. Noutras circunstâncias, precisamos apenas de óleo.

 

A resposta é: a água não é mais importante que o óleo. O óleo não é mais importante que a água. Cada um tem sua finalidade, sua razão de ser. Em grosso modo, água e óleo não se misturam.

 

A mesma premissa aplica-se ao convívio entre seres humanos e insetos. Os animais  chamados de “pragas”, antes de serem considerados “pragas”, têm importante função no equilíbrio ambiental.

 

Insetos

“Terceira ou Milhonésima Idade?”

Quando o homem surgiu na face da terra, os insetos já habitavam nosso planeta há milhões de anos.

Os insetos formam a maior classe existente do Reino Animal: mais de cinco milhões de espécies, espalhadas por todo o planeta Terra, desde os trópicos até os hemisférios polares. Adaptam-se às mais diversas formas de vida conforme sua espécie, sendo que cada uma delas exerce uma função no meio ambiente onde está inserida.

 

Com nome originado do latim insectum, os insetos são invertebrados com exoesqueleto quitinoso, corpo dividido em três tagmas (cabeça, tórax e abdómen), três pares de patas articuladas, olhos compostos e duas antenas. Pertencem à classe Insecta e ao grupo de animais do filo Arthropoda. São os mais numerosos, diversificados e amplamente distribuídos animais da Terra. A ciência que estuda os insetos é a Entomologia.

 

“Dez Mil Insetos para Cada um de Nós!”

Embora não haja um consenso entre os entomologistas, estima-se que existam de 5 a 10 milhões de espécies diferentes, sendo que quase 1 milhão destas espécies já foram catalogadas. Os insetos podem ser encontrados em quase todos os ecossistemas do planeta, mas só um pequeno número de espécies adaptou-se à vida nos oceanos.

 

Existem aproximadamente 5 mil espécies de Odonata (libelinhas), 20 mil de Orthoptera (gafanhotos e grilos), 170 mil de Lepidópteros (borboletas e mariposas), 120 mil de Dípteros (moscas), 82 mil de Hemipteros (percevejos e afídeos), 350 mil de coleópteros (besouros) e 110 mil de Hymenópteros (abelhas, vespas e formigas).

 

 

 

 

“Leia Meus Lábios e Repare em Meu ‘Tanquinho’”!

Alguns grupos menores, com uma anatomia semelhante, como os colêmbolos, eram agrupados com os insetos no grupo Hexapoda, mas atualmente seguem um grupo parafilético Ellipura, provocando discussões relevantes na biologia comparativa. Os verdadeiros insetos distinguem-se dos outros artrópodes por serem ectognatas, ou seja, com as peças bucais externas (“Leia Meus Lábios!”), como lábio, labro, um par de palpos labiais, um par de palpos maxilares e oclípeo. Essas peças são modificadas em cada grupo para atender aos diferentes hábitos alimentares, formando diversos tipos de aparelhos bucais (sugador, mastigador, triturador e lambedor). Os insetos “da real” também diferenciam-se dos outros artrópodes por terem onze segmentos abdominais (“Repare no meu ‘Tanquinho’!”) e principalmente pela presença do Órgão de Johnston (aparelho sensorial nas antenas).

 

As estruturas dos corpos dos insetos auxiliam nas relações com o seu habitat, possibilitando a percepção de estímulos ambientais, por exemplo. Dentro desses órgãos, destacam-se os sentidos:

 

  1. a) Visão: formada tanto pelos olhos compostos como pelos ocelos;

 

  1. b) Tato: percebido através de sensilos ou tricógenos, que são estruturas semelhantes a pelos, com a finalidade de amplificar a pressão causada por um contato;

 

  1. c) Audição: o som é captado e percebido pelo tímpano que fica nas pernas, e também, em alguns grupos, no órgão de Johnston, localizado nas antenas;

 

  1. d) Olfato: percebido por sensilos (“pelos”) que atuam como receptores químicos. Na maioria das vezes, os sensilos (“pelos”) estão localizados nas antenas, mas também ocorrem nas pernas;

 

  1. e) Paladar: assim como o olfato, sensilos (“pelos”) atuam como receptores químicos, com localização nas antenas.

 

 

 

 

 

“Parece, Mas Não É!”

Vários artrópodes terrestres, como as centopeias, mil-pés, escorpiões, aranhas, como também microartrópodes colêmbolos, são muitas vezes considerados erroneamente insetos.

 

“Troca Perfeita”

A polinização é um tipo de simbiose que permite às plantas reproduzirem-se com mais eficiência, e aos polinizadores (insetos) ficarem com o néctar e o pólen.  É  uma perfeita troca, uma parceria produtiva.

 

“Vestindo-se de Inseto”

Alguns insetos também produzem substâncias úteis para o homem, como o mel, a cera, a laca e a seda. As abelhas e os bichos-da-seda têm sido criados pelo homem há milhares de anos. A seda teve grande impacto cultural, comercial e financeiro na história da humanidade, através do estabelecimento de relações entre a China e dezenas de países. Quem nunca vestiu ou viu alguém vestindo uma roupa de seda?

 

“Vai Um Besouro Frito Aí?”

Em alguns lugares do mundo, como na China, os insetos são usados na alimentação humana, enquanto que noutros são considerados tabu.

 

“Faxina Nota 10”     

Diversas espécies de insetos são detritívoros, alimentando-se de plantas e animais mortos, contribuindo para remineralizar os produtos orgânicos e deixar o ambiente “limpo”.

 

“Ambientalmente ‘Antenados’”

Embora a maior parte das pessoas não saiba, a principal utilidade dos insetos é ser insetívoro. Muitos deles alimentam-se de outros insetos, ajudando a manter o seu equilíbrio na natureza. Para qualquer espécie de inseto-praga existe uma espécie de vespa ou parasitóide ou predadora dela.

 

“Separando o Joio do Trigo”

Quando ambientalmente equilibrados, os insetos trazem benefícios para o homem e o ecossitema. O uso indiscriminado de inseticidas tem o efeito contrário ao desejado, uma vez que mata não só os insetos-pragas, mas também os seus inimigos e os demais insetos que ajudam o ser humano. Por isso, é necessário saber diferenciar  “bandido” de “mocinho”.

 

“Mocinhos”

É possível fazer manejo de insetos-pragas com auxílio dos inimigos naturais.

Os inimigos naturais das “pragas” são insetos, fungos, bactérias, vírus, nematóides, répteis, aves e mamíferos pequenos. Os animais que comem insetos na forma larval e adulta não são poucos. Todas as pragas de lavouras têm seus inimigos naturais que as devoram ou destroem.

 

“De Quem é a Vez?”

Comer e ser comido – este é o sistema da natureza. Se uma espécie aumentar num ecossistema natural, seu “inimigo natural” igualmente aumentará, por causa das condições nutricionais favoráveis. Mas se exterminarem esta espécie, aquele também desaparecerá, por não encontrar mais comida em fartura. Daí a importância de diversificar os cultivos (rotação, sucessão e consorciação de culturas agrícolas) e preservar refúgios naturais como matas, cercas vivas e capoeiras para manter a diversidade natural da fauna (ácaros predadores, aranhas, insetos, anfíbios, répteis, aves e mamíferos). Todos fazem parte do grande conjunto natural e cada um contribui para manter o equilíbrio na natureza.

 

“Mocinhos”

Entre os insetos, os inimigos naturais mais conhecidos são as joaninhas (Figura 1) e as vespinhas que parasitam especialmente pulgões (Figura 2), cochonilhas e lagartas. Ou seja, para nós, seres humanos, joaninhas e Cia. Ltda. são “mocinhos”.

Veja o link “Vida de Inseto” (Disney’s Bug’s Life)

Entre as espécies de plantas que servem de refúgio aos inimigos naturais, destacam-se: o menstrato (Ageratum conyzoides), a beldroega (Portulaca oleracea), o caruru (Amaranthus viridis), o nabo forrageiro (Raphanus raphanistrum) e o sorgo granífero (Sorghum bicolor). No caso do sorgo, suas panículas em flor favorecem o abrigo e a reprodução de insetos como percevejo (Orius insidiosus), que é predador de lagartas, ácaros e tripes da cebola.

 

“Bandidos”

Há, no entanto, plantas que são desfavoráveis à preservação e ao aumento de inimigos naturais das pragas, como mamona, capim, grama-seda, capim-amargoso, guanxuma, tiririca, picão-branco e carrapicho-carneiro.

 

Figura 1. Joaninha, um dos mais conhecidos predadores de pulgões

 

Figura 2. Ataque intenso de pulgões em folha de couve

 

 

“Injustiça ‘Insetiçal’”

A classe dos insetos é considerada pela maioria das pessoas como “daninhas” ou como “pragas”, mas na realidade a maioria das espécies de insetos não se enquadra neste contexto. Cerca de 98% são, ao contrário, peças importantes de um delicado e intrincado sistema que garante o equilíbrio biológico de forma natural. Quando o homem interfere neste sistema com o uso de inseticidas e através de outras ações, acarreta na maioria das vezes o desequilíbrio desses micro-sistemas, podendo resultar no surgimento de pragas. Sabedores da importância dos insertos no equilíbrio ambiental, cada vez mais os cientistas desenvolvem pesquisas buscando métodos eficientes de biocontrole. Estas técnicas são formas de controlar o aparecimento dos insetos que podem ser prejudiciais ao homem. Utilizando métodos naturais, estas estratégias não atingem o equilíbrio desse delicado sistema. Assim, é possível proteger diretamente outras classes de animais, pois os insetos fazem parte da cadeia alimentar de várias  outras espécies, como aves, répteis, etc.

 

 

Insetos

Classificação Científica

Domínio: Eukaryota

Reino: Animalia

Superfilo: Protostomia

Filo: Arthropoda

Subfilo: Hexapoda

Classe: Insecta. Linnaeus, 1758.

Ordens: Archaeognatha; Zygentoma; Ephemeroptera; Odonata; Thysanura; Plecoptera; Embioptera; Orthoptera; Phasmatodea; Mantophasmatodea; Grylloblattodea; Dermaptera; Zoraptera; Isoptera; Mantodea; Blattodea; Hemiptera; Thysanoptera; Psocoptera; Phthiraptera; Coleoptera; Neuroptera; Megaloptera; Raphidioptera; Hymenoptera; Trichoptera; Lepidoptera; Mecoptera; Siphonaptera; Diptera; Strepsiptera.

 

 

“Corpinho de Modelo”

Morfologia Externa

Ao contrário de nós, seres humanos, os insetos e a maioria das ditas “pragas” (aracnídeos, roedores e aves) somente comem o que precisam. Você já viu mosquito gordo? Só quando suga sangue, mas logo emagrece, sem dieta…

 

O corpo dos insetos é formado por três regiões principais (denominadas tagmas): cabeça, tórax e abdômen, uniformemente recobertas por um exoesqueleto.

 

“Nem Sede, Nem Pele Enrugada””

Exoesqueleto

O exoesqueleto é uma cutícula resistente que recobre todo o corpo dos insetos e demais artrópodes. Nos insetos está formado por uma sucessão de camadas, de dentro para fora são: a membrana basal, a epiderme e a cutícula. A única camada de células é a epiderme; o resto são acelulares e são formados por algumas das seguintes substâncias: quitina, artropodina, esclerotina, cera e melanina. O componente rígido, a esclerotina, cumpre várias funções que incluem a proteção mecânica do inseto e o apoio dos músculos esqueléticos, através do chamado endoesqueleto. O exoesqueleto também atua como uma barreira para evitar a dissecação ou a perda de água.

 

“Qual Chapéu Devo Usar?”

Cabeça

A cabeça é a região anterior do corpo, em forma de cápsula, que contém os olhos, antenas e as peças bucais. A forma da cabeça varia consideravelmente entre os insetos para dar espaço aos órgãos sensoriais e peças bucais. A cabeça dos insetos está subdividida por suturas em um número de escleritos mais ou menos diferenciadas, que variam entre os diferentes grupos. Tipicamente há uma sutura, uma espécie de corte, em forma de um “Y” invertido, que se estende ao longo da frente e atrás da cabeça. Por cima dos ocelos (“olhos”), este “Y” de cabeça pra baixo bifurca-se para formar duas suturas (“cortes”/“depressões”) divergentes, que se estendem mais abaixo nos lados anteriores da cabeça. A parte dorsal desta sutura (a base do Y) é chamada de sutura coronal e as bifurcações são as suturas frontais. Por outra parte, a cabeça dos insetos está constituída de uma região pré-oral e de uma região pós-oral. A região pré-oral, contém os olhos compostos, ocelos, antenas e áreas faciais, incluindo o lábio superior. Enquanto que a pós-oral contém as mandíbulas, as maxilas e os lábios. Internamente, o exoesqueleto da cápsula cefálica dos insetos invagina-se, embute-se, para formar os ramos do Tentório que servem como pontos de ligação muscular.

 

“Drones Perfeitos”

Olhos

A maioria dos insetos tem um par de “olhos compostos” localizados dorso-lateralmente na cabeça. Estes “olhos” são relativamente grandes, considerando o tamanho dos insetos. A superfície de cada olho composto está dividida em um certo número de áreas circulares ou hexagonais, chamadas de omatídeos. Cada omatídeo é uma “lente” de uma única unidade visual. Além dos olhos compostos, a maioria dos insetos possui três “olhos simples” ou “ocelos”, localizados na parte superior da cabeça, entre os olhos compostos.

 

“Mil e uma Utilidades”

Antenas

São apêndices móveis multiarticulados. Se apresentam em número par nos insetos adultos e na maioria das larvas. Estão formadas por um número variável de artículos denominados antenômeros. O papel das antenas é predominantemente sensorial, desempenhando várias funções. A função tátil é a principal, graças aos pelos táteis que recobrem quase todos os antenômeros. Também desempenham uma função olfativa, proporcionada por áreas olfativas em forma de poros microscópicos distribuídas sobre a superfície de alguns antenômeros terminais. Ainda possuem função auditiva e de fixação durante a cópula, para segurar a fêmea. São formadas por três partes: escapo, pedicelo e flagelo, sendo que as duas primeiras são únicas e uniarticuladas, enquanto que a terceira compreende um número variável de antenômeros.

Figura: https://www.google.com.br/search?q=antenômeros&tbm=isch&imgil=BPAkM51etQ8JkM%253A%253BUyHzLPinpnf_3M%253Bhttp%25

 

“Sem Problema de Coluna”

Tórax

O tórax é a região mediana do corpo e contém as patas e as asas (em alguns insetos adultos não há asas e em muitos imaturos e alguns adultos não há patas). O tórax está composto por três segmentos, protórax, mesotórax e metatórax. Cada segmento torácico tem tipicamente um par de patas e no pterotórax (meso- e metatórax) um par de asas (quando estão presentes). Cada segmento torácico está composto de quatro grupos de escleritos: o noto dorsalmente, as pleuras lateralmente e o esterno ventralmente. Em cada lado do tórax há duas aberturas em forma de fendas: uma entre o pro e o mesotórax e a outra entre o meso e o metatórax. São os estigmas – aberturas externas do sistema traqueal.

 

“Sonho de Ortopedista”

Patas

As patas dos insetos se encontram sempre localizadas no tórax. Estes tem cinco segmentos por pata: coxa, trocânter, fêmur, tíbia e tarso, estando os tarsos divididos em subseções chamadas tarsômeros. Também podem haver garra tarsal.

 

“Livre pra Voar! (e sem passar pelo aeroporto)”

Asas

As asas dos insetos são evaginações da parede do corpo localizados dorso-lateralmete entre os notos e as pleuras. A base da asa é membranosa, permitindo o movimento do voo. As asas dos insetos variam em número, tamanho, forma, textura, nervação e na posição em que são mantidas em repouso. A maioria dos insetos adultos tem dois pares de asa, situadas no meso e metatórax. Alguns, como os dípteros, têm apenas um par (sempre situado no mesotórax) e alguns não possuem asas (por exemplo, formas ápteras dos afídios, formigas operárias, pulgas, etc.). Na maioria dos insetos, as asas são membranosas e podem conter pequenos pelos ou escamas. Em alguns insetos as asas anteriores são engrossadas, coriáceas ou duras e em forma de “vagem”. Esta estrutura é conhecida como élitros (presente nos coleópteros). Os percevejos têm o primeiro par de asas engrossado em sua base e denominado Hemiélitro. Osortópteros e baratas, entre outros insetos primitivos, têm o primeiro par de asas estreitas e com a consistência de um pergaminho, tipo papel mesmo, que recebem o nome de tégminas. As asas membranosas são usadas para voar, enquanto as endurecidas, como os élitros, hemiélitros e tégminas, servem de proteção ao abdômen e ao segundo par de asas, que são membranosas.

 

“Tá Sarado, heim?!”

Abdômen

O abdômen dos insetos possui geralmente 12 segmentos (“gominhos”). Porém, o último está muito reduzido. Raramente, são visíveis mais do que 10 segmentos. Os segmentos genitais podem conter estruturas associadas com as aberturas externas dos condutos genitais. No macho, estas estruturas se relacionam com a cópula e a transferência de esperma. Na fêmea, a genitália está relacionada com a oviposição.

 

“Sem Prisão de Ventre”

Sistema Digestivo

O sistema digestivo dos insetos é um tubo que se estende desde a boca até o ânus. Se divide em três regiões: o estomodeu, o mesêntero e o proctodeu. Separando estas regiões, há válvulas e esfíncteres que regulam a passagem do alimento de uma à outra. Há também uma série de glândulas que ajudam na digestão.

 

 

 

 

“É Atleta Olímpico ou Cantor de Ópera?”

Sistema Respiratório

O sistema respiratório dos insetos está composto por tráqueas, uma série de tubos vazios que em seu conjunto formam o sistema traqueal; os gases respiratórios circulam através deles. As tráqueas se abrem ao exterior através dos estigmas ou espiráculos, em princípio um par em cada segmento corporal. Vão reduzindo progressivamente seu diâmetro até converterem-se em traquéolas, que penetram nos tecidos e levam oxigênio às células. Na respiração traqueal, o transporte de gases respiratórios é totalmente independente do sistema circulatório, pois o fluido circulatório (hemolinfa) não armazena oxigênio.

 

“Você Mora em meus Corações!”

Sistema circulatório

Como nos demais artrópodes, a circulação é aberta, e nos insetos está simplificada. O líquido circulatório é a hemolinfa (o que seria o sangue nos seres humanos) que preenche a cavidade geral do corpo. Por esta razão, denomina-se hemocele, que está subdividida em três seios: o pericárdio, o perivisceral e o perineural. O coração situa-se na posição dorsal (atrás) do abdômen dentro do seio pericárdio; tem uma válvula em cada metâmero que delimita vários compartimentos ou ventrículos, cada um deles com um par de orifícios ou ostíolos, pelo qual penetra a hemolinfa quando o coração se dilata (diástole). O coração se prolonga adiante na artéria aorta pela qual sai a hemolinfa quando o coração se contrai (sístole). Apenas ramifica-se para distribuir a hemolinfa na região cefálica. Podem existir órgãos pulsáteis acessórios em diferentes partes do corpo, que atuam como corações acessórios, assegurando a chegada da hemolinfa aos pontos mais distantes (antenas, patas etc.).

 

“Mais Número 2, Menos Número 1”

Sistema excretório

O sistema excretor dos insetos está constituído pelos tubos de Malpighi. São tubos que flutuam no hemocele, de onde captam os produtos residuais e desembocam na parte final do tubo digestivo, onde são evacuados e eliminados com as fezes. São capazes de reabsorver água e eletrólitos, que desempenham um papel importante no equilíbrio hídrico e osmótico. O número destes tubos oscila de quatro a mais de cem. Os insetos são uricotélicos, ou seja, excretam principalmente ácido úrico. Excepcionalmente, os tubos de Malpighi se modificam em glândulas produtoras de seda ou órgãos produtores de luz. Alguns insetos possuem órgãos excretores adicionais e independentes do tubo digestivo, como as glândulas labiais ou maxilares, e os rins de acumulação (corpos pericárdicos, nefrócitos dispersos pelo hemocele, oenócitos epidérmicos e células do urato).

 

 

 

“Não me Tira do Sério Não, Heim?!”

Sistema Nervoso

O sistema nervoso consta do cérebro e de uma cadeia ventral de nervos. O cérebro está na cabeça, subdividindo-se em protocérebro, deutocérebro e tritocérebro e nos gânglios subesofágico. Todos estão conectados por terminações nervosas. A cadeia nervosa é como uma escada de cordas com pares de gânglios que correspondem a cada segmento do corpo do inseto. Além disso, há órgãos sensoriais: antenas para o olfato, olhos compostos e simples, órgãos auditivos, mecânorreceptores, quimiorreceptores etc.

 

“Como Você Quer Nascer?”

Sistema Reprodutivo

A grande maioria dos insetos nasce a partir de ovos depositados por sua genitora em locais propícios ao seu desenvolvimento (como em plantas) — o que os classifica como sendo ovíparos. Porém, existem casos em que certas espécies de insetos (como a barata Blatella germanica – “barata alemã”, “francesinha”) nascem imediatamente após a postura dos ovos, o que as classifica como ovovivíparos. Também existem algumas espécies que são consideradas vivíparas, como é frequente nos pulgões, onde os insetos recém-nascidos saem dos ovos ainda dentro do corpo da mãe. Em certas espécies de vespas parasitas, identifica-se o fenômeno da poliembrionia, onde um único óvulo fertilizado se divide em muitos, em alguns casos, até mesmo milhares de embriões distintos.

Outras variações de reprodução e desenvolvimento nos insetos podem ser: haplodiploidia, polimorfismo, pedomorfose, dimorfismo sexual, partenogênese e, mais raramente, hermafroditismo. Em haplodiploidia, que é um tipo de determinação do sexo num sistema, o sexo da prole é determinado pelo número de conjuntos de cromossomos que um indivíduo recebe. Este sistema peculiar é típico nos Himenópteros (abelhas, formigas e vespas).

 

“Guinada de 180º na Vida”

Metamorfose

A metamorfose nos insetos é um processo biológico de desenvolvimento pela qual as espécies crescem e mudam de forma. Existem duas formas básicas de metamorfose: a metamorfose completa e a metamorfose incompleta.

 

 

 

“Adeus Passado Cruel!”

Metamorfose completa

A maioria dos insetos grandes têm um ciclo de vida típico que se inicia num ovo, que origina uma larva que se alimenta, ocasionando ecdises (ou trocas de pele) onde cresce, transformando-se em pupa (ou casulo). Em seguida, surge como um inseto adulto muito diferente da larva original. Estes insetos são frequentemente chamados de Holometábolos (como as borboletas, por exemplo), o que significa que passam por uma completa (holo = total) mudança (metábolos = mudança). Incluem os Himenópteros (vespas, abelhas, formigas), os Coleópteros (escaravelhos, joaninhas, gorgulhos), os Dípteros (moscas, mosquitos), etc.

 

 

“Futuro com Cara de Passado”

Metamorfose incompleta

Insetos que nos estágios imaturos têm formas semelhantes aos adultos (com exceção das asas) são chamados de Hemimetábolos, significando que eles sofrem uma mudança parcial ou simplesmente incompleta (hemi = parcial). Durante a fase em que tais insetos ainda não atingiram a sua maturidade, recebem o nome de ninfas. São representantes deste tipo de matmorfose: os Himípteros, os Blatódeos, as Odonatas, etc.

 

“Vou Pra Onde Quero”

Biologia

Muitos insetos possuem um ou dois pares de asas localizadas no segundo e terceiro segmentos torácicos. São o único grupo de invertebrados que desenvolveu a capacidade de voar, garantindo o seu sucesso reprodutivo. Os insetos alados e as espécies relacionadas que perderam secundariamente as asas estão agrupadas nos Pterygota.

Em alguns insetos, o voo depende muito da turbulência atmosférica, mas nos mais “primitivos” está baseado em músculos que fazem bater as asas. Em outras espécies mais “avançadas”, do grupo Neoptera, as asas podem ser dobradas sobre o dorso, e, quando em uso, são acionadas por uma ação indireta de músculos que atuam sobre a parede do tórax. Estes músculos contraem-se quando se encontram distendidos, sem necessitarem de impulsos nervosos, permitindo ao animal bater as asas muito mais rapidamente.

 

 

 

 

“Aborrecente é Tudo Igual!”

Os insetos jovens, depois de saírem dos ovos, sofrem uma série de mudas ou ecdises a fim de poderem crescer. Nas espécies que apresentam metamorfose incompleta, os juvenis, chamados ninfas, não possuem asas, e são basicamente iguais aos adultos na forma do corpo. Na metamorfose completa, característica dos Endopterigota, a eclosão do ovo produz uma larva, geralmente em forma de verme (a lagarta) que, depois de crescer, se transforma numa pupa que, muitas vezes, se encerra num casulo, ou numa crisálida, que muda consideravelmente de forma, antes de emergir como adulto.

 

“Exemplo de Cidadania”

Algumas espécies de insetos, como as formigas e as abelhas, vivem em sociedades tão bem organizadas que são por vezes consideradas superorganismos.

 

 

“Super Homem que se Cuide!”

Vários insetos possuem órgãos sensoriais muito refinados. Por exemplo, as abelhas podem ver a luz ultravioleta, e os machos das falenas (“borboletas noturnas”) têm um forte olfato que lhes permite detectar os feromônios de fêmeas a quilômetros de distância.

 

“Dando Nome aos Bois”

O papel dos insetos no meio ambiente e na sociedade humana

Muitos insetos são considerados daninhos porque transmitem doenças (mosquitos, moscas), danificam construções (cupins/térmitas) ou destroem colheitas (gafanhotos, gorgulhos). Diversos entomologistas, economistas e agrônomos preocupam-se com as opções de combate às “pragas”, por vezes usando insecticidas. Entretanto, cada vez mais frequentemente, pesquisas especializadas concentram-se na descobreta de métodos de biocontrole.

 

Apesar dos insetos prejudiciais (“pragas”) atraírem mais atenção, a maioria das espécies é benéfica para o homem ou para o meio ambiente. Muitos ajudam na polinização das plantas (como as vespas, abelhas e borboletas) e evoluíram com a fauna. A polinização é uma espécie de simbiose que dá às plantas a capacidade de se reproduzirem com mais eficiência, enquanto que os polinizadores ficam com o néctar e o pólen. De fato, o declínio das populações de insetos polinizadores constitui um sério problema ambiental e há muitas espécies de insetos que são criadas para este fim, perto de campos agrícolas.

 

Por tudo isso, é importante preservarmos o meio ambiente, mantermos nossos locais de moradia, trabalho e estudos limpos e higienizados. Para que todos fiquemos Livres de Pragas!

 

 

 

Referências Bibliográficas:

CRUZ-LANDIM, Carminda da. Livro: “Abelhas – Morfologia e Função de Sistemas”, capítulo 3: “Fecundação e embriogênese”;

 

LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Livro “Biologia – Volume Único”. Capítulo 23: “Arthropoda e Echinodermata” abaixo do subtópico: “Classe Insecta”, pg. 328. Editora Saraiva;

 

VANIN, S. A. Filogenia e Classificação. In: RAFAEL, J. A. et al. “Insetos do Brasil: Diversidade e Taxonomia”. Ribeirão Preto: Editora Holos;

 

Revista: “Mundo Estranho”, matéria: “Quantas espécies de insetos existem no mundo?“. Editora Abril;

 

Páginas na internet:

Australian Museum (em inglês), no artigo: “Metamorphosis: a remarkable change“;

Baratas.net, no artigo: “Reprodução das Baratas“;

BioMania, no artigo: “Insetos”, sub-tópico: “Reprodução”;

Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná, artigo: “Encyrtidae  Walker, 1837“, “Biologia e Coleta”;

ESALQ Entomological Museum (USP Brazil – english/português);

Fundação de Medicina Tropical. “Entomologia“;

Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz

Insect Evolution – em inglês;

National Geographic. “Abandonados para viver“;

Tree of Life Project– Insecta;

University of British Columbia – em inglês;

UFRRJ website: “Insetos do Brasil” (obra de Ângelo Moreira da Costa Lima, disponível em PDF)

Webster’s Encyclopedic Dictionary

Wikipedia

 

 

Texto, adaptação e tradução inglês-português: Marco Faustini, jornalista Mtb 401/88